segunda-feira, 11 de maio de 2020

sem pais, sem país
a mesma poesia?
entrar no rumo, no ritmo
isolamento.

Desfigurei o armário
nazistas, fascistas pendurados
oito,  oitenta em navegação
o grave reverbera
no império de Tânatos.

Já em noventa e sete
filtros vermelhos no chão
vermelho na boca
o cabelo um ovo
o corpo um v
sem paz, sem país
o corpo negro.

Zero a direita segue a vida
Deus abençoe
junte suas partes com durex
repasse
faça girar a roda

Crie uma alma
para não parar a economia
neoliberais, anarcocapitalistas pendurados
a própria barreira engole
mar de lama
Tsuname no sertão
sem pá, sem  país

A rotação continua
acordar nem todo dia
sono eterno, sono etéreo
andar no éter
para ficar acordado
acordado no mundo
mundo de Tânatos.

A morte ganhou a eleição
orgia, magnitude, festa, amplidão
o hospício riu na minha cara
uma estrada selada
cada um contamina três
quando foi a minha vez?
sem pá, sem pais, sem paz, sem país

                                                                                                               29/04

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