domingo, 3 de setembro de 2017

eu só sei sobre amor e ódio
as vezes tudo o que meu ser em anseio precisa
é de sua voz calma, seu riso que se volta para o lado de dentro
mais uma vez eu chamo sua aproximação de cura





remédio, amargo remédio,
o amor

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

quando vais entender
que tua filosofia
é do medo a grafia
teu panteão
não passa de chão
pra que fiques seguro

o que irradias
não me faz caminhar
dissipa o que há para amar


em terra infértil
só nasce solidão

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

memento mori

este canto escuro em sua música
fez-me questionar sobre a luz
aqueles pontos tóxicos
que sequestram o sono.

E se a gente nunca mais sonhar?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

o décimo segundo andar

o décimo segundo andar
era nosso  ninho
e minha queda

o décimo segundo andar
era nossa casa
e minha morte

o décimo segundo andar
era nossa cura
e minha ressaca

no décimo segundo andar
entrava luz, entrava vento
florescia casamento

terça-feira, 11 de julho de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

acordei de um longo sonho estranho
dele só restou o corpo molhado

acordei de  um sonho estranho
que me protegeu de dormir

mas foi só um sonho longo
sem beijo de boa noite, sem ninguém para me cobrir

segunda-feira, 3 de julho de 2017

amar pra mim é insuportável
tanto que invento que não
tanto que eu sou só fuga

mas se ao seu lado
seu cheiro é morno e carinho
seu cabelo é minha casa

porque é tão difícil de escrever
porque difícil versificar
porque difícil é sentir?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

delimitando as novas estruturas desta solidão
monto um cerco para a dor desestruturada


fácil de vigiar
fácil de punir

quarta-feira, 12 de abril de 2017

deixe que a destruição seja paz
e que a revolução se mova pela desordem

que os deuses da desordem trepem
e minha boceta mastigue o mundo

que os anjos masturbem o cu com seu controle
pois o que vem se dissolvendo tem nome de posse


domingo, 9 de abril de 2017

tão patética
tão sozinha
se fora da janela imenso
e aqui dentro infinito
entendo a beleza
como sensação
a garganta quente
quando tudo dilata
a boca quente
os olhos caças


hoje encostei meu ouvido na terra
devagar
pra ver se havia culpa nessa felicidade tosca
e artificial.
meu bem,
o mundo só me respondeu vento
só me respondeu chuva

pelo menos o meu niilismo
eu pinto com ouro e carne crua

segunda-feira, 13 de março de 2017

o mau que você me fez permanece
cravado
interrompendo outras frases
tropeçando outras caminhadas

sexta-feira, 3 de março de 2017

oi
fiquei com vontade de te mandar se foder repentinamente
deve ser porque estou bêbada
daí sinto saudades dos velhos tempos

domingo, 29 de janeiro de 2017

sábado, 28 de janeiro de 2017

a vaidade venceu
não há mais espelho que a colha
é a tirana distópica

senhora de egos dissolvidos

irônica, sádica,
condena seus súditos à cegueira
negando a visão de seus ridículos







quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

sábios lábios
mele a pele

eu me sinto viva e só
oceânica

dividida em um todo de vontade.

uma formiga sobre carne fresca.
uma abelha em vitrine suja de doce.

eu borbulho
eu sou grade
e sou imensa

ressuscitar é o mais longo dos orgasmos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

No reino da psicopatia e do narcisismo
Ninguém tem rosto, ninguém tem voz
Não tem sala, só onanismo
Só quiromania 

domingo, 8 de janeiro de 2017

As sombras não me assustam mais
Agora posso olhar para mim
Agora estou feliz