segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aninho em tua lembrança
espero em meu peito
amada, correspondencia


Tudo bem, meu bem

é de todo o imediato
e de tudo o instante

domingo, 26 de setembro de 2010

Precoces suspiros predestinam a noite
não perdoada pelos fantasmas da fantasia
destilada no amor

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sou uma mulher
que não teme a mulher
Deixo-a vir
e prevê-la o andar...

Eu sou a filha
que não convalesce na filha de dentro.
Intrépida mãe que fui
dos menores pormenores do devir.

A criança
Com criança interna.

Amante
unificada na dispersão.

Pronta para ti, abertura.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

 Anseio
e um peito pequeno.
tão livre
 todo ritmo desrespeito.

Cada cadencia minha
Deseja o mar da tua.

Entrego-me, me rendo
a troca alucinada
figuras, reflexos, composições é projeto.

Quero apanhar o teu cheiro com a boca
e devolver a minha selva de encontros secretos
integrados a sinestesia dos desejos

natural do teu corpo
material do teu fosco.



Todos os deuses em chamas
queimando através do céu
de extase imediato
a cada muito do mundo, é teu.

De pressa, dê prece
que a ansia presa fere

Dilata sentido ao nada
para alma revelar desfocada

Meu nada e só meu nada
nirvana, sereia, amém


Que Sol há de queimar
até o fim

Ostara
Pois venha verborragia, como sintoma da mais grave insanidade: meu cuidadoso sequestro da razão.
O resgate é excludente... e giro.. e giro... Já não mais preocupo-me com suposições de findar.
Tão comum sorriso.