Mariposa sobre a porta, morte
Bisavó dizia, na casa, cheiro velho de azeite
Mariposa no travesseiro, mariposa alucinação
zumbido dos tons de loucura
indagações da realidade.
Procurar pistas na existência
Você não tem mais oito anos
Seus cabelos não mais enrolam
Seus braços não são mais tão finos
Seu medo não é da história de ontem
Seu medo é da realidade.
Você não está aqui.
Ergo meus olhos para a mariposa na ventania
Sugando em momentos selvagens
Flores gordas frutíferas
Embaixo o gato
Em cima nada, de tanto.
Mariposa sobre a porta, morte
apareceu uma mariposa entre os travesseiros
Mas pensei que o inseto era eu.
De qualquer forma eu achei asas.