quarta-feira, 23 de março de 2016

Vivo os dias
Agora preenchidos pela ausência
Quando se vê o amor e o suspiro interrompido
E tudo na garganta é ânsia
Tudo no peito agita


Um nome em eco sem fim
Furando o concreto da cabeça
Cada palavra doce, veneno,
Torna nua a fragilidade.


Sinto-me assim
calada

neste campo,
colheita de segredos.

terça-feira, 15 de março de 2016

Encontrei meu rosto há muito perdido
em um reflexo irrelevante do cotidiano

sexta-feira, 11 de março de 2016

mudos, transfigurados em gatos
baratos como a noite
novos como banhos
então entrelaçados

Os silvos arrancados aos dentes
A loucura fina, leve

um  campo doce
teu corpo grama macia
Eu sou mais forte que minhas ilusões
Possuo o novelo deste labirinto
Vermelho

É só seguir
É só tecer

quarta-feira, 9 de março de 2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

sobre solidão

Eu pisei
um a um os sorrisos de promessas
para ser capsula
para ser causa
para ser casulo