segunda-feira, 22 de abril de 2019

Eu te desculpei, tantas vezes pelas desculpas que criei para teu eu, teu corpo
Tudo estava bem, bastava que a inconsciência dos teus crimes trouxesse ao teu ethos um charme

Que tua boca não retorça, se sim joga-me a um inferno  do imperfeito e ilógico
daquilo chamado erros, a  persistência da inconstância, a promessa que não pude cumprir

Eu corria,  pegava linhas aleatórias, até cair em alguma escultura da Tomie Ohtake, e como desafiou o chão.

Vou morar nos devaneios
e dizer que estou quebrando o que me cerca
pois o que me cerca já me quebrou.