sábado, 14 de setembro de 2019

Abandone este constante abandono, menina
Não queira na transversalidade dos teus dias
Cânticos sagrados para o deus dos desesperados
Com tuas mãos, manipule flores, plenas penas,
Piedades, para rearranjar, coroar, o que foi produto.

Os teus sonhos, sonhados aos milhões
Ferroados de colmeias mortas na tua dor
Sem mel em nunca algum.

Ícaro, que show belo pirotécnico
Asas flamejantes, glória em carbono
Cruzeiro dos céus, liberdade de queda, beijo da realidade
Tudo porque amou mais que tudo o fascinar-se pela luz, Ícaro
Tudo porque intensificou-se de calor
mais vital.

Sou menina
a vida um quintal
cercando-me de insetos que só incitam perguntas.

Qual é a medida do amor?
Qual é a medida do sonho?
Qual é a medida de ser humano?

Vermes respondem que a morte.

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