Era uma vez um belo rapaz
Que só se afogava com o que não era capaz
Um dia acordou enforcado na própria mediocridade
E como Dorian Gray escondeu sua vaidade
Pudera, todo o seu desejo era kafkaniano
Como inseto que era, acordar de costas imobilizou seu ego plano
Não se movia, não se curava, não existia, não se expressava
Dentro de si somente era onde morava.
Sua alma doente transformou sua doçura em violência
Restava venerar a própria intransigência.
Ao amor só conseguia responder com chutes
Mal sabia, mas seu coração já apodrecera
E fora devorado por abutres.
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